Fazer história parece estar distante da nossa pretensão e
realidade, mas independente de pensar em fazer história, já a estamos fazendo,
somos carregados de histórias, dos nossos antepassados, na nossa caminhada de
vida, nas nossas atitudes, a forma como nos vestimos, comemos, celebramos, nos
relacionamos, tudo tem elementos que nos remetem à uma construção da história.
Nas aulas de Português, no Livro Didático Unidade 4 - Memórias e
lembranças retirei um texto chamado: O Baobá e Eu que conta as memórias e de um
rapaz de aldeia africana, rico em detalhes de como as pessoas se reuniam para
contar seus momentos juntos.
Na sequência assistimos o
pequeno vídeo: “Dona Cristina perdeu a memória.” Não sei qual foi exatamente o
motivo de terem feito este vídeo, acredito que seria mostrar carinhosamente que
pessoas mais idosas esquecem as coisas, ou até mesmo um documentário sobre
Alzheimer. Eu o utilizo pelo viés das relíquias que ela guardou ao longo da
vida e que são carregadas de sentimentos, lembranças e importância.
Propus para meus alunos que
eles trouxessem de casa relíquias, instrumentos, objetos que tem um certo valor
afetivo, que foi ou é utilizado pela família.
Conforme foram trazendo houve muita exaltação, o que foi rico,
pois teve significado. Compartilhamos o significado de cada objeto trazido,
socializamos num círculo.
Escrevemos sobre, cada um escreveu sobre o que
trouxe. Fomos no laboratório de informática e digitamos.
Eu formatei cada texto digitado e organizei um livro no final. Ou seja, nossas “histórias”
foram colocadas num livro também, assim como os livros que lemos.
Somos autores
da nossa própria história.